Olá amados(as), como estão?
O documentário que compartilho hoje retrata a mulher do nosso século e como ela é condicionada pela industria do entretenimento. A fotografia e o designer do video são pontos altos. Os assuntos tratados são atuais e uma realidade não apenas nos Estados Unidos mas todos paises Ocidentais. Para todos interessados em feminismo, direitos humanos e capitalismo é uma obra completa. Assistam enquanto ainda esta disponível!
Mais informações aqui. Também é possível baixá-lo por torrent.
Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? – me perguntarão.
– Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras? – Tudo. Que desejas? – Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Segunda-feira, depois do almoço, estava eu na biblioteca quando me deparei com essa obra prima histórica e feminista chamada de livro. Sendo baseado em fatos reais e versões oficiais de diversas pessoas, é em forma de mini-biografias, uma vida em duas ou quatro páginas. Cheia de imagens que cumprem o que prometem humanizando personagens esquecidas da nossa história. Uma aventura emocionante e triste, sobre a ditadura militar e as cicatrizes deixadas por ela. No livro conhece-se inúmeras histórias de mulheres, mães, filhas, esposas, professoras, e principalmente seres humanos completos, engajados socialmente e interessados na mudança, na liberdade, na autonomia. O contexto histórico de uma ditadura, de violência, repressão e mentiras, a melhor história que jamais nos contaram, se você gosta de "Jogos Mortais", Rubem Fonseca, você irá adorar "Luta, Substantivo Femino", pura dor e beleza.
Quando fui presa, minha barriga de cinco meses de gravidez já estava
bem visível. Fui levada à delegacia da Polícia Federal, onde, diante da
minha recusa em dar informações a respeito de meu marido, Paulo Fontelles,
comecei a ouvir, sob socos epontapés: 'Filho dessa raça não deve nascer'.
Depois, fui levada ao Pelotão de Investigação Criminal (PIC), onde houve
ameaças de tortura no pau de arara e choques. Dias depois, soube que Paulo
também estava lá. Sofremos a tortura dos 'refletores'. Eles nos mantinham
acordados a noite inteira com uma luz forte no rosto. Fomos levados para o
Batalhão de Polícia do Exército do Rio de Janeiro, onde, além de me colo¬
carem na cadeira do dragão, bateram em meu rosto, pescoço, pernas, e fui
submetida à 'tortura cientifica', numa sala profusamente iluminada. A pessoa
que interrogava ficava num lugar mais alto, parecido com um púlpito. Da
cadeira em que sentávamos saíam uns fios, que subiam pelas pernas e eram
amarrados nos seios. As sensações que aquilo provocava eram indescritíveis:
calor, frio, asfixia. De lá, fui levada para o Hospital do Exército e, depois,
de volta à Brasília, onde fui colocada numa cela cheia de baratas. Eu estava
muito fraca e não conseguia ficar nem em pé nem sentada. Como não tinha
colchão, deitei-me no chão. As baratas, de todos os tamanhos, começaram a
me roer. Eu só pude tirar o sutiã e tapar a boca e os ouvidos. Aí, levaram-me
ao hospital da Guarnição em Brasília, onde fiquei até o nascimento do Paulo.
Nesse dia, para apressar as coisas, o médico, irritadíssimo, induziu o parto e
fez o corte sem anestesia. Foi uma experiência muito difícil, mas fiquei firme
e não chorei. Depois disso, ficavam dizendo que eu era fria,, sem emoção, sem
sentimentos. Todos queriam ver quem era a fera' que estava ali. J J HECILDA FONTELLES VEIGA, ex-militante da Ação Popular (AP), era estudante de Ciências Sociais quando foi presa, em 6 de outubro de 1971, em Brasília (DF). Hoje, vive em Belém (PA), onde é professora do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Não existe uma história melhor que a outra, cada história tem sua mágica e sua dor, claro gostamos mais daquelas que se assemelham com nossas próprias dores, mas não espere histórias com finais felizes, o único final feliz não pertence aos seus protagonistas e sim à todos brasileiros e brasileiras, que ainda que não saibam como utilizar-lo vivem em uma sociedade mais livre e aberta.
"Eu sabia que estava com um cheiro de suor, de sangue, de leite azedo. Ele [delegado Fleury] ria, zombava do cheiro horrível e mexia em seu sexo por cima da calça com olhar de louco.” ROSE NOGUEIRA, jornalista em São Paulo. Da ALN, foi presa em 1969, semanas depois de dar à luz.
Existe uma caracteristica clara em todas histórias que são contadas que é o abuso de poder, ele começa a partir do momento que surge o Ai-5, em seus momentos mais descarados o abuso de poder aparece através da violência, seja ela fisica ou emocional, em momentos brandos nós a percebemos com os diversos saques que aconteceram em casas de pessoas envolvidas com partidos de esquerda, com a censura tão clara de todos os tipos de arte e cultura.
Um outro fato marcante é que boa parte das militantes são mulheres de classe média, mas esse tipo de situação pode ser analisado a partir de duas razões principais, a primeira e mais importante é a de que um povo faminto não consegue pensar, apesar de parecer maldade não o é, quando mal tens o alimento, não lhe sobras tempo para pensar, não apenas biologicamente, já que um corpo mal nutrido retém menos informação, tem um raciocionio mais lento e capacidade limitada, mas também porque quando não tens o básico, gastas mais tempo procurando-o e menos tempo analisando esquemas sociais, ainda que tenhas a vontade de analisar-lo ou mesmo lutar contra ele, não o fazes porque tens medo, porque não conheces seus próprios direitos. Porque teme represarias. Eu mesma já deixei de fazer tantas coisas por represária, imagino que não seja a única.
“Eu estava arrebentada, o torturador me tirou do pau de arara. Não me aguentava em pé, caí no chão. Nesse momento, fui estuprada.” GILZE COSENZA, assistente social aposentada de Belo Horizonte. Da AP, foi presa em 1969. Sua filha tinha quatro meses.
É possível baixar ou ler o livro gratuitamente pela internet, a leitura é fácil e preende a sua atenção, você pode ler do começo ao fim ou escolher uma história diferente e ler apenas ela, ou ainda ler um mini-biografia por dia. Baixe aqui!
Espero que vocês leiam o livro e compartilhem a postagem!
Olá amados(as)!
Me lembro que em 2008 vi no orkut uma comunidade em espanhol, com título: 30 livros em um ano. Na época eu brisei na comunidade, imagine ler 30 livros sobre qualquer tema em apenas um ano?! Parece até sonho, mas não é...E esse ano eu me propus a ler 30 livros ou o mais próximo disso possível, quero convidar você, vamos comigo?
Podem ser livros de poema, ficção, romance, crônicas, contos, suspense, saúde, auto-ajuda, direitos animais, receitas, beleza, meio ambiente, o assunto que te interessar... Você pode comentar nessa postagem os livros que você já leu, citar os melhores ou passar o link do seu blog ou site atualizado com a lista, o objetivo lógico é compartilhar informação, criar conhecimento e interagir...
Aqui vai a minha lista até o momento:
Curly Girl - Lorraine Massey (Beleza natural) Collected Poems Of Henry Thoreau - Henry Thoreau (Poemas)
Curly Like Me - Teri LaFlesh (Beleza natural)
Till - José de Alencar (Romance)
O Homem Que Confundiu Sua Mulher Com Um Chapéu - Oliver Sacks (Científico)